15 de setembro de 2014

O que levou a Malta ao Ouro?

Três dias fora o tempo necessário para que a Malta, banda vencedora do reality Superstar, alcançasse o Disco de Ouro (e agora também de Platina) para o seu primeiro álbum de estúdio - Supernova. O que os levou a esta conquista?

Há pouco mais de dois meses, a primeira edição do reality SuperStar revelou seu primeiro vencedor, com 74% dos votos do público - a Malta. Nesse curto espaço de tempo, bons ventos sopraram durante o trajeto da banda até o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio, intitulado Supernova.

Surpreendentemente, o disco precisou apenas de três dias para esgotar a primeira tiragem, de 40 mil cópias, e conquistar a certificação do Disco de Ouro. Algo bastante incomum se levarmos em consideração o desempenhos de artistas provindos de realitys musicais no Brasil. A comparar, por exemplo, com The Voice, que em duas edições não conseguiu emplacar, no ponto de vista comercial, grandes artistas.

Por ser um formato novo no Brasil (e também no mundo), o SuperStar mostrou-se, até agora, positivo para seu vencedor. Pode ser que a Malta tenha agradado bastante seus fãs, com suas músicas autorais cantadas durante o programa, ou também que os brasileiros clamavam por uma nova banda que renovasse os ares do rock nacional.



Diferente de muitos cantores e bandas, a Malta mostrou confiança ao apostar, em maior parte, nas músicas autorais durante o reality, apresentando para o seu futuro público aquilo que eles produziriam em seus futuros trabalhos. 

Ponto importante que diferencia bem o recente trabalho da banda e, por exemplo, os albuns dos participantes do The Voice (sob o cargo da Universal Music), que, em sua maioria, são preenchidos por regravações e faixas apresentadas durante o programa. 

Mesmo apresentando aqui algumas questões, não podemos tirar o mérito dos rapazes que, em tão pouco tempo, conquistaram uma infinidade de fãs fiés, que talvez tenham sido responsáveis pela divulgação massiva que deu resultado das vendas do álbum.

O presente já é de muita gratidão para Adriano Daga, Bruno Boncini, Diego Lopes e Thor Moraes. Agora fica a dúvida que assombra muitos artistas: será que os bons ventos continuarão soprando rumo ao sucesso permanente da Malta?

13 de setembro de 2014

O início positivo de Meghan Trainor

Quem é Meghan Trainor, a moça que se popularizou ao som da faixa chiclete "All About That Bass", que chegou nessa semana ao topo da Billboard?

Todo ano o mundo da música surpreende com o aparecimento de artistas completamente desconhecidos que simplesmente bombam com o sucesso de um single. Esse ano, até o momento, este cargo parece estar nas mãos de Meghan Trainor.

A cantora, de apenas 20 anos, lançou um clipe em junho para o single All About That Bass, o primeiro do EP Title, lançado esse mês. A faixa pop com pegada retrô agradou o público e surpreendeu ao chegar nessa semana ao topo da Billboard, desbancando nada menos que Taylor Swift e seu "Shake It Off". Pra se ter ideia, o single está sendo considerada por muitos como o grande hit do verão norte-americano.



O clipe e a faixa criticam, de forma humorada, o padrão de beleza, com versos como "I'm all 'bout that bass, 'bout that bass, no treble" (Sou mais um corpo violão, não um tipo flauta), de forma a realçar a força e o valor das plus size na sociedade.

Atualmente sendo contratada da Sony Music, Meghan já tem dois álbuns, Only 17 e I'll Sing With You, ambos lançados de forma independente em 2011, e agora um EP intitulado Title. As quatro faixas que preenchem o projeto percorrem a mesma sonoridade retrô que o estrondoso primeiro single. Ouça todas elas abaixo!

10 de setembro de 2014

O adeus aos Silvas

Depois de quase 14 anos no ar e com 484 episódios exibidos, um dos seriados mais tradicionais da televisão brasileira se despede do público na próxima quinta-feira, dia 11 de setembro. É chegado a hora do adeus aos Silvas!

Não tem um brasileiro que nunca tenha ouvido aquela clássica música que diz "Essa família é muito unida, e também muito ouriçada [...]" que há mais de uma década toca todas as quintas-feiras após a novela das nove na Rede Globo. Um dos mais populares seriados da televisão brasileira exibe seu último episódio nesta semana.

Sendo originalmente a segunda versão do seriado de mesmo nome exibido na década de 70, a atual Grande Família se popularizou e tornou-se muito conhecida por personagens marcantes como o trambiqueiro Agostinho Carrara e os patriarcas Lineu Silva e Nenê Silva.

Com temáticas corriqueiras da vida dos brasileiros, o seriado de longa data virou espelho de nosso dia a dia, sendo então um retrato firme da família brasileira de classe média. Apesar da perda significativa do humorista Rogério Cardoso, um dos principais nomes do elenco, que faleceu em 2003, a série seguiu firme sempre lembrando, em diversas situações, do memorável personagem Seu Floriano.

Em 2007, a família Silva embarcou das telinhas para as telonas do cinema brasileiro, tendo um longa com público superior a dois milhões de espectadores, trazendo um importante plot que seguiu na série televisiva: a primeira gravidez de Bebel.


Com episódios inesquecíveis, o seriado sempre teve personagens secundários de destaque como a cabelereira Marilda (Andréa Beltrão), que deixou o elenco em 2009, o borracheiro Paulão (Evandro Mesquita), o pasteleiro Beiçola (Marcos Oliveira) e, mais recente, a empregada Lurdinha (Maria Clara Gueiros).

Em seu último episódio, que terá base na metalinguagem (a série dentro da série), a Rede Globo contatará os Silvas em busca de retratá-los em um seriado televiso. O episódio contará com participações especiais como as de Tony Ramos e Glória Pires.

Fica então nossa saudade e expectativa para o episódio final. Obrigado, Silvas!

5 de setembro de 2014

No Nosso iPod: Apanhador Só

"Ao que nos morde, nos diminui, nos masca, nos cospe. Ao que traz indignação, cansaço, desamparo, desespero. Ao que corta asas e lavanta muros. Ao que desinfla peitos e opaca olhos. Ao que edifica objetos e desvaloriza corpos. Ao que nos rouba tempo, ao que nos rouba vida. Ao que nos afasta, inclusive de nós mesmos. Ao que nos quer domar. Ao que é calculadamente inconsistente. Ao que mascara práticas terríveis através de bonitos discursos. Ao que prioriza a imagem e não a substância. Ao que tenta nos definir como meros consumidores. Ao que nos engambela. Ao que insiste em representar só os próprios interesses. A toda demagogia. Ao que toma pra si, tirando dos outros. Ao que exclui. Ao que marginaliza questionamentos. Ao que nos prefere amedrontados. Ao que toma consequências por causas. Ao que nos inimiga. Ao que nos enclausura. A tudo isso, esse disco nasce em resposta."

É assim que o encarte do álbum Antes que tu conte outra se apresenta. Esta é a sua carta de boas-vindas, o seu olá ao mundo, duro e necessário. Apanhador Só pare AQTCO com vontade de praticar o grito de protesto, de jogar para o mundo o nó que apertava a garganta antes que venha outra mentira, e outra, e outra.



A banda gaúcha nasce em 2005 como indie rock/rock alternativo, trabalhando instrumentos de forma peculiar, adicionando ao seu som objetos não-ortodoxos como talheres, raladores e até gaiolas, enriquecendo o som que produzem com criatividade.


A faixa Mordido tornou-se um dos hinos dos protestos de 2013

Antes que tu conte outra foi lançado em 2013 e ganhou o prêmio de álbum do ano pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), além de, no mesmo ano, terem levado o primeiro lugar de 100 posições na categoria Melhores Álbuns do RockinPress, ficando na frente de nomes como A Banda Mais Bonita da Cidade, Tiago Iorc e Emicida.

Escute Mordido, Despirocar e Por Trás - se faz mais que necessário dentro do cenário político-social que vivemos hoje no Brasil e vale a reflexão para as eleições.

EXPERIMENTE